BMW compra 4 mil milhões de euros em baterias aos chineses

É um daqueles números que impressionam. Mas é precisamente o que a BMW, que já compra baterias à Samsung para os i3 e i8, vai adquirir aos chineses da Catl, para os novos eléctricos que vêm aí.

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A BMW assinou um contrato colossal com os chineses da Contemporary Amperex Tecnology (Catl), em que os alemães compram baterias no valor de 4 mil milhões de euros. Os novos acumuladores vão ser fabricados na linha de produção que a Catl irá construir na Europa, mais precisamente na Alemanha, a a BMW promete ser um dos seus maiores clientes, mas não o único.

Ao contrário do que aconteceu com a Tesla, que criou as suas próprias fábricas de baterias – de que os veículos eléctricos dependem como de pão para a boca – em parceria com a Panasonic, os europeus acordaram tarde para os eléctricos e sem tempo para fabricarem os seus próprios acumuladores em fábricas montadas de raiz. Mas se vão comprometer-se com a fabricação em massa de modelos eléctricos, necessitam de garantir o fornecimento de acumuladores em quantidade, pelo que depois da VW ter assegurado as baterias de que necessitava, eis que a BMW segue o mesmo rumo.

O contrato para montar a nova fábrica da Catl na Alemanha foi assinado na passada segunda-feira, com a presença do ministro chinês Li Keqiang, e representa um investimento de 240 milhões de euros, nesta que é a primeira fase do projecto. De recordar que a Catl é o maior fabricante mundial de células para baterias de veículos eléctricos, tendo os seus responsáveis afirmado que esta nova fábrica é apenas o primeiro passo na Europa. A Catl tem como objectivo produzir acumuladores na Alemanha com uma capacidade total de 14 gigawatts em 2022.

A Mercedes congratulou-se igualmente com o investimento da Catl, pois também eles integram a lista de clientes dos acumuladores chineses. Mas curiosamente, a BMW não abre mão da possibilidade de vir, ela mesma, a fabricar alguns – ou todos – os acumuladores de que necessita num futuro próximo, segundo declarações à Reuters.

Fonte: Observador

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