BMW parece o Ronaldo. Finta China e América

A BMW parece o Cristiano Ronaldo. De uma assentada, fintou os americanos e os chineses, entretidos numa guerra comercial sem tréguas e passou a importar o X5 da Tailândia, para evitar impostos.
A China decidiu taxar a 40% todos os veículos importados dos EUA – antes era 25% –, o que causa problemas a todos os fabricantes americanos e europeus como a BMW, que exportava os SUV dos EUA para aquele país asiático. É certo que a marca alemã já fabrica na China alguns dos seus modelos, na linha de produção que ali possui, em parceria com a Brilliance, mas dificilmente poderá ali fabricar todos os modelos de que necessita e que, até agora, vinham das suas instalações na Carolina do Sul.
Entre as marcas europeias, a BMW é a mais prejudicada por esta guerra comercial entre americanos e chineses, mas os responsáveis germânicos parecem ter encontrado uma forma não de resolver, mas sim de amenizar, os danos provocados por este conflito. E se os X5 não são competitivos – ou garantem as desejadas margens de comercialização – se tiverem de suportar 40% de imposto adicional, a situação pode ser ultrapassada se, em vez de serem enviados para a China da grande fábrica que a BMW possui no sul dos EUA, o forem das pequenas instalações que a BMW tem na Tailândia.

A linha de produção tailandesa da marca bávara está localizada em Rayong e tem a capacidade de fabricar 20.000 veículos por ano, entre BMW e Mini, além de 10.000 motos BMW. Comparada com as 520.000 unidades por ano da fábrica de Spartanburg, nos EUA, é uma pequena ‘gota de água’, mas uma gota colocada exactamente onde é necessário para fintar as taxas com que os chineses querem brindar os produtos vindos da América.

A decisão de exportar o X5 a partir da Tailândia tem contudo alguns problemas, a começar por aquela fábrica se dedicar ainda à anterior geração (a 3ª) do SUV alemão, fabricada desde 2014, e não a mais actual, cuja produção arrancou recentemente nos EUA. Não sendo a solução ideal, é a possível para se adaptar à guerra comercial entre os dois países mais fortes do mundo, minimizando os prejuízos.

Fonte: Observador

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