Renault prepara um eléctrico para vender por 7.300€

Para conseguir vender um veículo eléctrico por um valor ligeiramente superior a 7.000€, há que poupar no carro e nas baterias. A Renault está apostada em resolver ambos os problemas.

Tendo em conta que o Zoe, o automóvel eléctrico mais barato da Renault, está à venda por mais de 30.000€, incluindo as baterias, e ainda assim é dos mais em conta do mercado, vai ser necessário um esforço considerável para conseguir propor um veículo equivalente, em matéria de dimensões, por menos de um quarto deste valor. Mas os franceses da Renault acham que é possível e pensam colocá-lo à venda dentro de dois anos.

A marca gaulesa está a contar com a redução dos custos das baterias, que todos anos cortam uma fatia ao preço por kWh. A isto pretende juntar um veículo mais simples – e produzido em países onde a mão-de-obra tem custos inferiores, como a Índia, China ou Brasil – e com menos equipamento, associado a uma produção em massa para, mais uma vez, torná-lo mais acessível.

De momento, o objectivo da Renault é o Kwid, veículo não disponível na Europa, mas apenas em mercados como o indiano e alguns dos sul-americanos, com destaque para o brasileiro. Mas é bom ter presente que mesmo nestes países, vender um veículo eléctrico por 7.300€ (cerca de 8.500$) vai ser um choque, pois, por exemplo, o recém-lançado Hyundai Kona Electric, que em Portugal vamos conhecer como Kauai Electric, começou a ser recentemente vendido na Índia por valores que oscilam entre 28 e 35 mil dólares.

É certo que o Kwid é dos veículos mais baratos na Índia, mas a notícia é que a Renault está a recorrer a fornecedores chineses de baterias para ter acesso a sistemas de locomoção mais baratos, pois nos carros movidos a bateria, esta é de longe a peça mais cara do veículo.

Apesar de o Kwid não ser esperado na Europa, a gasolina ou eléctrico, uma vez que tem dificuldades em cumprir com as normas de segurança, o desenvolvimento de um eléctrico por um valor tão baixo abre a porta à possibilidade de ser possível comercializar automóveis a bateria muito mais baratos na Europa. Necessariamente com um bom desempenho em termos de segurança, mas mais simples, menos equipados e menos potentes, para poder ir mais longe com uma bateria mais pequena, pois quanto maior ela é, mais caro o veículo se torna.

Fonte: Observador

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